O Limiar da Pobreza



A pobreza é uma realidade persistente e transversal a todo o território nacional, atingindo sobretudo os que ganham salários de miséria e os que recebem pensões baixas.
A pobreza aumenta em Portugal, mesmo entre os trabalhadores com emprego, e também entre os desempregados, as famílias com filhos e os jovens. Há 2 milhões de pobres: 300 000 são crianças, 596 000 reformados e 586 000 são trabalhadores por conta de outrem, segundo dados do recente Novos factos sobre a pobreza em Portugal, da autoria do Departamento de Estudos Económicos do Banco de Portugal.

A pobreza pode ser entendida em vários sentidos, principalmente:

• Carência material; tipicamente envolvendo as necessidades da vida quotidiana como a alimentação, o vestuário, o alojamento e os cuidados de saúde. Pobreza neste sentido pode ser entendida como a carência de bens e serviços essenciais.
• Falta de recursos económicos; nomeadamente a carência de rendimento ou riqueza. As medições do nível económico são baseadas em níveis de suficiência de recursos ou em rendimento relativo. A União Europeia identifica a pobreza em termos de “distância económica” relativamente a 60% do rendimento mediano da sociedade.
• Carência social; como a exclusão social, a dependência e a incapacidade de participar na sociedade. Isto inclui a educação e a informação. As relações sociais são elementos chave para compreender a pobreza pelas organizações internacionais, as quais consideram o problema da pobreza para lá da economia.

Causas da pobreza


A pobreza não resulta de uma única causa, mas de um conjunto de factores:

• Factores político-legais: corrupção, inexistência ou mau funcionamento de um sistema democrático, fraca igualdade de oportunidades.
• Factores económicos: sistema fiscal inadequado, representando um peso excessivo sobre a economia ou sendo socialmente injusto; a própria pobreza, que prejudica o investimento e o desenvolvimento, economia dependente de um único produto.
• Factores socioculturais: reduzida instrução, descriminação social relativa ao género ou à raça, valores predominantes na sociedade, exclusão social, crescimento muito rápido da população.
• Factores naturais: desastres naturais, climas ou relevos extremos, doenças.
• Problemas de saúde: adição a droga ou alcoolismo, doenças mentais, doenças da pobreza como a SIDA e a malária; deficiências físicas.
• Factores históricos: colonialismo, passado de autoritarismo político.
• Insegurança: guerra, genocídio, crime.





Consequências da pobreza


Muitas das consequências da pobreza são também causas da mesma criando o ciclo da pobreza. Algumas delas são:

• Fome.
• Baixa esperança de vida.
• Doenças.
• Falta de oportunidade de emprego.
• Carência de água potável e de saneamento.
• Maiores riscos de instabilidade política e violência.
• Emigração.
• Existência de discriminação social contra grupos vulneráveis.
• Existência de pessoas sem-abrigo.
• Depressão.


Eliminação da pobreza


O combate à pobreza é normalmente considerado um objectivo social e geralmente os governos dedicam-lhe uma atenção significativa.

Crescimento económico


A estratégia do Banco Mundial contra a pobreza depende grandemente da promoção do crescimento económico. O Banco Mundial defende com base em vários estudos que:

• O crescimento económico é fundamental para a redução da pobreza e em princípio não cria desigualdades.
• O crescimento acompanhado de políticas sociais é melhor do que apenas crescimento.
• Uma desigualdade inicial elevada prejudica a redução da pobreza no futuro.
• A pobreza é ela própria uma barreira à sua própria diminuição.

Os governos podem ajudar os necessitados. Nos países ocidentais, durante o século XX foram implementadas numerosas medidas que constituíram o chamado Estado Social, beneficiando especialmente os idosos e as pessoas com deficiência.
A caridade particular é também muito importante, sendo muitas vezes encorajada pelos governos.

Medidas para melhorar o ambiente social e a situação dos pobres


• Habitação económica e regeneração urbana.
• Educação acessível.
• Cuidados de saúde acessíveis.
• Ajuda para encontrar emprego.
• Subsidiar o emprego para grupos que normalmente tenham dificuldade em consegui-lo.
• Encorajar a participação política e a colaboração comunitária.
Os objectivos de desenvolvimento do milénio

A diminuição da pobreza extrema e da fome são um objectivo de desenvolvimento do milénio. Além de abordagens mais vastas, o Relatório Sachs (do Projecto do Milénio da ONU) propõe uma série de intervenção de ganho rápido, identificados por especialistas em desenvolvimento, que custam relativamente pouco, mas que têm um grande impacto na redução da pobreza. São elas:

• Eliminar as propinas escolares.
• Fornecer fertilizantes a agricultores pobres.
• Fornecer refeições escolares gratuitas.
• Promover a amamentação das crianças.
• Desparasitar crianças.
• Treinar técnicos locais de saúde pública.
• Fornecer redes mosquiteiras.
• Eliminar taxas de cuidados de saúde nos países em desenvolvimento.
• Acesso a informação sobre saúde sexual e reprodutiva.
• Acesso a medicamentos para a SIDA, a tuberculose e a malária.
• Investir nos bairros de lata e disponibilizar terrenos para habitação pública.
• Acesso a água potável, saneamento básico e electricidade.
• Legislação sobre os direitos das mulheres, incluindo o direito à propriedade.
• Acção contra violência doméstica.
• Enviar conselheiros científicos aos governos.
• Plantar árvores.



Fontes: www.wikipédia.com

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AVALIAÇÃO: Tema interessante, trabalho genérico; fontes não referenciadas? (suf)- lmadurei lmadurei Nov 9, 2009